sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O que as eleições no Brasil significam para o Mercosul?

Escrito em 09/09/2014

O resultado da disputa presidencial no Brasil diz respeito não somente aos cidadãos brasileiros, mas a toda a América Latina. A definição da liderança de um país que tem a quinta economia do mundo gera interesse no mundo inteiro, mas principalmente em nossos vizinhos.

Nos últimos 12 anos pudemos observar uma aproximação do governo brasileiro com os demais representantes latino-americanos. Esta integração é muito importante para a região, uma vez que seus países apresentam problemas históricos e sociais semelhantes. Um fortalecimento conjunto de todas as nações locais representa um benefício para todos, que podem somar forças e trocar experiências visando a superação de suas dificuldades.

O Brasil, como grande potência regional, tem um papel chave na manutenção e fortalecimento do Mercosul (no caso, organização formada unicamente por países da América do Sul). As direções tomadas pelo próximo presidente brasileiro podem alavancar ou dizimar este importante bloco econômico.

Dentre os três candidatos com maiores chances no pleito majoritário, dois aparecem com perspectivas bastante claras. Dilma Rousseff, candidata da situação, deve buscar um estreitamento (ou pelo menos uma manutenção) das relações com os países vizinhos. Aécio Neves, do PSDB, significa uma intensificação dos acordos com EUA e União Europeia e um distanciamento dos países latino-americanos.

A terceira via é Marina Silva, candidata pelo PSB. Pela formação da equipe econômica que a cerca, a tendência é que ela penda mais para o lado da política econômica defendida pelos partidários de Aécio, com o aumento de acordos bilaterais com as grandes potencias e um afrouxamento nos acordos com o Mercosul.

Este é um ponto muito importante para a política internacional brasileira. O país precisa definir se quer se visto pelos seus vizinhos como mais um representante latino-americano, preocupado com o desenvolvimento econômico e social da região, ou como um representante das grandes potencias no coração da América.

Não que o Brasil deva negar todo e qualquer tipo de acordo com os Estados Unidos e as nações europeias, mas parece importante para o desenvolvimento do país que suas relações econômicas sejam as mais diversas possíveis, incluindo em sua lista de parceiros representantes da África, da Ásia e, principalmente, da América Latina.

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