sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bachelet pretende acabar com a Lei de Anistia no Chile

Escrito em 12/09/2014

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, está decidida a acabar em seu país com a Lei de Anistia, que beneficia torturadores que atuaram durante o governo ditatorial de Augusto Pinochet.

A declaração do Governo veio nesta última quinta-feira (11), data do 41° aniversário do golpe que tirou de La Moneda o presidente socialista democraticamente eleito, Salvador Allende, e que impôs o general Pinochet como presidente.

Apesar de ser uma medida mais do que necessária, Bachelet sofre críticas de partidos da direita conservadora, mais em especial da UDI (Unión Demócrata Independiente).

Como mostra a matéria da edição brasileira do El País (link no final do post), para o presidente da UDI, Ernesto Silva, “o governo deveria preocupar-se com o terrorismo e o desemprego. Os chilenos querem pensar nos assuntos do futuro, não do passado, e custa entender que Bachelet os transforme em uma prioridade. Vai reabrir feridas”.


Bem, não sei sob qual ameaça terrrorista poderia estar vivendo o Chile. Talvez seja aquele velho terrorismo que sempre surge no discurso da direita para promover o conservadorismo.

Além do mais, olhar para frente não significa ignorar o passado, e sim entendê-lo como parte formadora do presente e do futuro, nunca empurrando a sujeira para debaixo do tapete.

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